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A HISTÓRIA DO JIU-JITSU

Uma arte que atravessou séculos e continentes.

Das tradições do Oriente ao Jiu-Jitsu Brasileiro.

SCHUBERT JIU-JITSUGRACIE SYSTEM · 2006
UMA HISTÓRIA DE TRANSFORMAÇÃO

Do Oriente ao Japão. Do Japão ao Brasil. Do Brasil para o mundo. E de cada professor para uma nova geração.

01
Origens

Uma arte que atravessou séculos, povos e continentes

A história do Jiu-Jitsu possui raízes que se confundem com antigas tradições de combate do Oriente.

Narrativas tradicionais das artes marciais relacionam parte desse passado às antigas rotas percorridas por monges budistas, que viajavam entre a Índia, regiões da Ásia Central e a China, levando consigo religião, filosofia, conhecimentos sobre o corpo e métodos de defesa.

Nesse universo surge a figura de Bodhidharma, tradicionalmente associado à transmissão do Budismo Chan para a China e, posteriormente, relacionado ao Templo Shaolin.

Embora não exista documentação histórica capaz de estabelecer uma linha direta entre Bodhidharma e a criação do Jiu-Jitsu, essa tradição representa um fascinante período de intercâmbio cultural entre os povos asiáticos.

Ao longo dos séculos, diferentes sistemas de combate desenvolveram-se e transformaram-se até encontrarmos, no Japão, raízes históricas muito mais claras do Jujutsu (柔術).

02
Japão

A arte dos guerreiros

No Japão feudal, diferentes escolas desenvolveram métodos de combate que incluíam projeções, desequilíbrios, controles, imobilizações, estrangulamentos e torções articulares.

O princípio de Jū (柔) — suavidade, flexibilidade e adaptação — unido a Jutsu (術) — arte, técnica ou método — traduzia uma poderosa ideia: vencer não apenas pela força, mas através da técnica, do equilíbrio, da oportunidade e da alavanca.

Essa tradição atravessaria gerações até encontrar um personagem fundamental em nossa história.

03
1882

Jigoro Kano e a fundação do Kodokan

Um ponto fundamental de nosso Legado.

Em 1882, o jovem professor japonês Jigoro Kano (1860–1938), profundo estudioso do Jujutsu, fundou em Tóquio o Kodokan.

Kano havia estudado importantes escolas tradicionais, especialmente Tenjin Shin’yō-ryū e Kitō-ryū. A partir desses conhecimentos, selecionou, reorganizou e desenvolveu princípios técnicos e educacionais, criando o Kodokan Judo.

O que antes pertencia principalmente às antigas tradições guerreiras ganhava uma nova dimensão. A técnica continuava sendo fundamental, mas o treinamento passava também a representar educação, disciplina, desenvolvimento físico, aperfeiçoamento do caráter e respeito.

Para a história de nossa linhagem, 1882 representa um marco fundamental. É a partir do Kodokan de Jigoro Kano que encontramos o caminho que posteriormente atravessaria oceanos e chegaria ao Brasil.

04
1914

Mitsuyo Maeda — do Kodokan ao Brasil

Um dos grandes responsáveis por essa viagem foi Mitsuyo Maeda (1878–1941), posteriormente conhecido no Brasil como Conde Koma.

Representante daquela geração formada na tradição do Kodokan, Maeda percorreu diversos países, realizando demonstrações e enfrentando praticantes de diferentes modalidades.

Em 1914, chegou ao Brasil. Posteriormente estabelecido em Belém do Pará, tornou-se uma das figuras fundamentais para a transmissão daquele conhecimento japonês em território brasileiro.

O Jiu-Jitsu havia atravessado o oceano. E encontraria no Brasil terreno para uma extraordinária transformação.

05
1925

O Jiu-Jitsu Gracie

Carlos Gracie recebeu conhecimentos provenientes daquela tradição japonesa e os transmitiu aos seus irmãos.

Em 1925, no Rio de Janeiro, encontramos o marco tradicionalmente associado ao estabelecimento da primeira Academia Gracie, iniciando um capítulo fundamental na história do Jiu-Jitsu brasileiro.

Carlos, Hélio e, posteriormente, outras gerações da família Gracie tiveram enorme importância na preservação, adaptação, desenvolvimento e divulgação desse conhecimento. Paralelamente, outros professores e linhagens brasileiras também participaram dessa história.

Nos tatames brasileiros, a arte continuou sendo experimentada, testada e aperfeiçoada. O trabalho de guarda, as passagens, raspagens, controles, estrangulamentos e chaves articulares alcançaram níveis cada vez maiores de desenvolvimento.

Nascia uma identidade própria: o Jiu-Jitsu Brasileiro. O Brasil recebeu uma tradição. Estudou-a. Transformou-a. Aperfeiçoou-a. E finalmente começou a levá-la para o mundo.

06
Expansão mundial

Do Brasil para o mundo

Décadas depois, aconteceu um movimento extraordinário. Professores brasileiros começaram a atravessar novamente os oceanos — desta vez levando o Jiu-Jitsu Brasileiro para outros povos.

Academias foram abertas em diferentes continentes. Seminários passaram a reunir alunos de inúmeras nacionalidades. Campeonatos internacionais cresceram e novas gerações de professores e competidores continuaram desenvolvendo a arte.

Hoje, o Jiu-Jitsu Brasileiro está presente em praticamente todo o mundo.

E o Professor Marcos Schubert faz parte dessa geração de professores brasileiros que atravessa fronteiras para transmitir o Jiu-Jitsu Brasileiro internacionalmente.

Através de aulas, cursos e seminários realizados no Brasil e no exterior, esse conhecimento continua seguindo exatamente aquilo que tornou possível sua preservação através dos séculos: professor para aluno, geração após geração, tatame após tatame.

“Professor para aluno. Geração após geração. Tatame após tatame.”